quinta-feira, 30 de abril de 2009

Passeio pela Serra de Sintra

...
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Foto na Quinta da Regaleira em Sintra
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Chegámos ao fim do mês de Abril e como tenho vindo a fazer vou deixar-vos um slideshow com o resumo do que foi tratado:

- Da Libertação dos Sentimentos ao encontro com o Amor.

Pensei ser interessante fazer a ligação deste tema com uma caminhada pela Serra de Sintra que, muitos dos que visitam este blog conhecem. É claro que as fotos mostradas são só para abrir o apetite para o caminho.

Aconselho a deixarem ficar o rato sobre a foto para lerem calmamente os textos, ao som da música. Ao retirarem o rato passa a folha do álbum.
Clicar na seta para abrir o Slideshow

Passeio pela Serra de Sintra

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Foto na Quinta da Regaleira em Sintra
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Chegámos ao fim do mês de Abril e como tenho vindo a fazer vou deixar-vos um slideshow com o resumo do que foi tratado:

- Da Libertação dos Sentimentos ao encontro com o Amor.

Pensei ser interessante fazer a ligação deste tema com uma caminhada pela Serra de Sintra que, muitos dos que visitam este blog conhecem. É claro que as fotos mostradas são só para abrir o apetite para o caminho.

Aconselho a deixarem ficar o rato sobre a foto para lerem calmamente os textos, ao som da música. Ao retirarem o rato passa a folha do álbum.
Clicar na seta para abrir o Slideshow

terça-feira, 28 de abril de 2009

Juntos passaremos o Rio

...


















Vem, dá-me a mão. O caminho é longo...
Passaremos o rio passo a passo.
Não, não irás só. Eu acompanho-te.
Conheço bem a passagem.
Já lá estive.
Se ficar escuro, não tenhas medo.
Eu estarei ao teu lado.
Temos que dar um passo de cada vez
e de vez em quando, é preciso parar.
A outra margem fica longe
e há obstáculos pelo caminho.
Há muitas pedras a saltar.
Umas são mais altas
do que as outras.
Chamam-se:
insegurança,
medo,
arrogância,
ciúme,
para começar.
Vêm depois
a culpa,
o desespero,
a solidão
e a mais difícil de todas,
o perdão.
É um momento custoso,
mas é preciso passar.
É a única forma
de chegar à outra margem.
Vem, dá-me a tua mão.
De que tens medo?
A minha mão é segura.
Já apertei tantas mãos como a tua.
Um dia, também a minha foi
pequena e fraca.
Também tive que apertar
a mão de alguém para me ajudar
a dar os primeiros passos.
Atenção! Escorregaste?
Não te importes, chora.
Não é nenhuma vergonha.
Eu compreendo.
Vamos descansar um momento
e respirar fundo.
Quando tiveres recuperado
as forças, continuaremos.
Não há pressa.

O que dizes? É assim mesmo!
Como são belas essas recordações
que partilhas.
Olha, estamos a meio do caminho.
Já vejo a margem ao longe.
Do outro lado o Sol brilha.
Já reparaste?
Em breve estarás sobre
a última pedra
e já vais sozinho.
Deixaste a minha mão.
Passámos o rio.

Eh! Não vás tão depressa.
Olha! Há alguém à espera,
lá em baixo.
Está só e quer atravessar.
Tenho que lá ir, precisam de mim.

Que dizes? Tens a certeza?
E porque não?
Vai. Eu espero aqui.
Tu conheces o caminho.
Já lá passaste.
Está bem, meu amigo.
Agora, é a tua vez de
ajudar alguém
a passar o rio.

ME

Juntos passaremos o Rio

...


















Vem, dá-me a mão. O caminho é longo...
Passaremos o rio passo a passo.
Não, não irás só. Eu acompanho-te.
Conheço bem a passagem.
Já lá estive.
Se ficar escuro, não tenhas medo.
Eu estarei ao teu lado.
Temos que dar um passo de cada vez
e de vez em quando, é preciso parar.
A outra margem fica longe
e há obstáculos pelo caminho.
Há muitas pedras a saltar.
Umas são mais altas
do que as outras.
Chamam-se:
insegurança,
medo,
arrogância,
ciúme,
para começar.
Vêm depois
a culpa,
o desespero,
a solidão
e a mais difícil de todas,
o perdão.
É um momento custoso,
mas é preciso passar.
É a única forma
de chegar à outra margem.
Vem, dá-me a tua mão.
De que tens medo?
A minha mão é segura.
Já apertei tantas mãos como a tua.
Um dia, também a minha foi
pequena e fraca.
Também tive que apertar
a mão de alguém para me ajudar
a dar os primeiros passos.
Atenção! Escorregaste?
Não te importes, chora.
Não é nenhuma vergonha.
Eu compreendo.
Vamos descansar um momento
e respirar fundo.
Quando tiveres recuperado
as forças, continuaremos.
Não há pressa.

O que dizes? É assim mesmo!
Como são belas essas recordações
que partilhas.
Olha, estamos a meio do caminho.
Já vejo a margem ao longe.
Do outro lado o Sol brilha.
Já reparaste?
Em breve estarás sobre
a última pedra
e já vais sozinho.
Deixaste a minha mão.
Passámos o rio.

Eh! Não vás tão depressa.
Olha! Há alguém à espera,
lá em baixo.
Está só e quer atravessar.
Tenho que lá ir, precisam de mim.

Que dizes? Tens a certeza?
E porque não?
Vai. Eu espero aqui.
Tu conheces o caminho.
Já lá passaste.
Está bem, meu amigo.
Agora, é a tua vez de
ajudar alguém
a passar o rio.

ME

domingo, 26 de abril de 2009

Muitos pequenos passos de Amor

...

Deixei-me levar
pela criança
que há em mim.
Fora com as
inseguranças,
preconceitos,
ridículo,
insucessos
e angústias.





Cada passo
é como uma estrela
brilhando
na noite.
Não faz desaparecer
o escuro,
mas guia
na escuridão.






Olhei para trás
depois de muitos
pequenos passos
de amor
e descobri
que tinha feito
uma longa
e maravihhosa
caminhada.

Muitos pequenos passos de Amor

...

Deixei-me levar
pela criança
que há em mim.
Fora com as
inseguranças,
preconceitos,
ridículo,
insucessos
e angústias.





Cada passo
é como uma estrela
brilhando
na noite.
Não faz desaparecer
o escuro,
mas guia
na escuridão.






Olhei para trás
depois de muitos
pequenos passos
de amor
e descobri
que tinha feito
uma longa
e maravihhosa
caminhada.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Paro para reflectir

...
.
.
.
O cansaço venceu.
A auto-estima
está de rastos.
Perdi o caminho.
Fugir vem-me
à ideia,
mas para onde?
Fugir de mim...







Paro para me escutar
Paro para me sentir
Paro para repousar
Paro para reflectir








Se falo
receio que não
me escutem.
As palavras
sabem-me
a nada.
Se me calo,
o silêncio
apavora-me.
Contudo,
quero Viver.


Paro para reflectir

...
.
.
.
O cansaço venceu.
A auto-estima
está de rastos.
Perdi o caminho.
Fugir vem-me
à ideia,
mas para onde?
Fugir de mim...







Paro para me escutar
Paro para me sentir
Paro para repousar
Paro para reflectir








Se falo
receio que não
me escutem.
As palavras
sabem-me
a nada.
Se me calo,
o silêncio
apavora-me.
Contudo,
quero Viver.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Deixar-se Amar

...
.
Se me amam
vivo no pânico
de perder
o amor.
Se não me amam,
choro o
medo de
não ser capaz
de me deixar
amar.

...............................E agora, passada a euforia dos prémios e o trabalho de os expôr como merecem, vou voltar ao tema que trazia: Assumir os nossos sentimentos e libertar os que nos fazem mal.

Deixar-se Amar

...
.
Se me amam
vivo no pânico
de perder
o amor.
Se não me amam,
choro o
medo de
não ser capaz
de me deixar
amar.

...............................E agora, passada a euforia dos prémios e o trabalho de os expôr como merecem, vou voltar ao tema que trazia: Assumir os nossos sentimentos e libertar os que nos fazem mal.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

...
Quer ir ao meu cantinho dos prémios e trazer para aqui, aqueles que lhe ofereço? Gostaria muito."
.
Com um pedido tão meigo, como posso recusar, Filomena !!!


As regras do prémio são:
1. Colocar o logo no seu blog
2. Escolher dez blogs que demonstram grande atitude ou pelos quais você tem gratidão
3. Certificar-se de que publicou os links de seus nomeados no seu post
4. Informá-los de que receberam este prémio, comentando nos seus blogues
5. Partilhar o carinho, publicando os links deste post e da pessoa de quem você recebeu o prémio
E vocês? Querem-se dar ao trabalho de ganhar estes prémios?
.
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...
Quer ir ao meu cantinho dos prémios e trazer para aqui, aqueles que lhe ofereço? Gostaria muito."
.
Com um pedido tão meigo, como posso recusar, Filomena !!!


As regras do prémio são:
1. Colocar o logo no seu blog
2. Escolher dez blogs que demonstram grande atitude ou pelos quais você tem gratidão
3. Certificar-se de que publicou os links de seus nomeados no seu post
4. Informá-los de que receberam este prémio, comentando nos seus blogues
5. Partilhar o carinho, publicando os links deste post e da pessoa de quem você recebeu o prémio
E vocês? Querem-se dar ao trabalho de ganhar estes prémios?
.
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Selo da Amizade

...
Ao escolher o meu blog a Luísa de Um olhar de Perto , disse que o fazia porque as minhas palavras são gentis. E como poderiam não o ser? Quando criei o blog foi para partilhar a beleza da vida e acolher todos os que ainda não conseguem gozar dessa dádiva da natureza.
Tenho procurado conhecer os blogues que estão a seguir o meu e tentar entender os objectivos de cada um. Honra lhes seja feita, de um modo geral, todos escrevem maravilhosamente bem ou deixam sobressair qualquer dom que os distingue. Desde que aqui entrei, há três meses, tenho aprendido muito com todos e muitas vezes tenho-me sentido muito pequenina perante a grandeza das almas que encontro.
Uma coisa me entristece: as pessoas escondem-se atrás de muitas máscaras. Na maior parte dos casos não lhes cohecemos o nome, a idade, alguns até trocam o sexo, outros não dizem de onde são, eu sei lá... Talvez seja melhor ser assim do que ser como eu, um livro aberto onde todos podem, se quiserem, conhecer a minha vida. Não tomem isto como crítica, mas como um desabafo. Não gosto de cortar iniciativas e estou grata à Luísa por me ter escolhido. Tenho alguma dificuldade em nomear outros blogs porque não conheço bem as pessoas. Como tenho que escolher, aqui vão as regras e os nomes:

1 - Exibir a imagem
2 - Postar o link do blog que o premiou
3 - Publicar regras
4 - Indicar 10 blogs para receber o selo
5 - Avisar os indicados

Paula Raposo - As Minhas Romãs
Maria - Dona Poesia
Amaral - Laramablog

Dá trabalho ganhar um prémio, mas exercita a paciência e é uma forma de irmos conhecendo os nomes e associá-los aos blogues e respectivo endereço.
Um obrigada também a todos os que, desde o outro lado do Âtlantico, foram passando o selo até chegar a nós e ao Valdemir que lhe deu origem. Fui dar uma espreitadela no seu blog e vale mesmo a pena.

Selo da Amizade

...
Ao escolher o meu blog a Luísa de Um olhar de Perto , disse que o fazia porque as minhas palavras são gentis. E como poderiam não o ser? Quando criei o blog foi para partilhar a beleza da vida e acolher todos os que ainda não conseguem gozar dessa dádiva da natureza.
Tenho procurado conhecer os blogues que estão a seguir o meu e tentar entender os objectivos de cada um. Honra lhes seja feita, de um modo geral, todos escrevem maravilhosamente bem ou deixam sobressair qualquer dom que os distingue. Desde que aqui entrei, há três meses, tenho aprendido muito com todos e muitas vezes tenho-me sentido muito pequenina perante a grandeza das almas que encontro.
Uma coisa me entristece: as pessoas escondem-se atrás de muitas máscaras. Na maior parte dos casos não lhes cohecemos o nome, a idade, alguns até trocam o sexo, outros não dizem de onde são, eu sei lá... Talvez seja melhor ser assim do que ser como eu, um livro aberto onde todos podem, se quiserem, conhecer a minha vida. Não tomem isto como crítica, mas como um desabafo. Não gosto de cortar iniciativas e estou grata à Luísa por me ter escolhido. Tenho alguma dificuldade em nomear outros blogs porque não conheço bem as pessoas. Como tenho que escolher, aqui vão as regras e os nomes:

1 - Exibir a imagem
2 - Postar o link do blog que o premiou
3 - Publicar regras
4 - Indicar 10 blogs para receber o selo
5 - Avisar os indicados

Paula Raposo - As Minhas Romãs
Maria - Dona Poesia
Amaral - Laramablog

Dá trabalho ganhar um prémio, mas exercita a paciência e é uma forma de irmos conhecendo os nomes e associá-los aos blogues e respectivo endereço.
Um obrigada também a todos os que, desde o outro lado do Âtlantico, foram passando o selo até chegar a nós e ao Valdemir que lhe deu origem. Fui dar uma espreitadela no seu blog e vale mesmo a pena.

sábado, 18 de abril de 2009

Subida para a festa da Vida

...
Tão simples,
ali mesmo,
porém difíceis.
Tanta flor
esquecida
a colher com
humildade,
perdoando,
soltando
inquetações,
ridículo,
insucessos,
angústias.
Aceitando
o outro.
Tanto degrau...

Subida para a festa da Vida

...
Tão simples,
ali mesmo,
porém difíceis.
Tanta flor
esquecida
a colher com
humildade,
perdoando,
soltando
inquetações,
ridículo,
insucessos,
angústias.
Aceitando
o outro.
Tanto degrau...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Agradecer e Abraçar - 2000 visitas

...
Num instante dei-me conta que 2000 pessoas me tinham visitado. Senti-me como uma menina a brincar no mar. Tive um desejo imenso de Agradecer e Abraçar.
...















Agradecer e Abraçar - 2000 visitas

...
Num instante dei-me conta que 2000 pessoas me tinham visitado. Senti-me como uma menina a brincar no mar. Tive um desejo imenso de Agradecer e Abraçar.
...















terça-feira, 14 de abril de 2009

Caminhos de Amor

...

Um sorriso,
um dar a mão,
uma palavra,
uma atenção,
um miminho,
um suspiro,
um carinho,
um adeus,
um abraço,
uma flor,
todos são
caminhos de amor.

Caminhos de Amor

...

Um sorriso,
um dar a mão,
uma palavra,
uma atenção,
um miminho,
um suspiro,
um carinho,
um adeus,
um abraço,
uma flor,
todos são
caminhos de amor.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Enganei o medo

...
Já fazia tempo que
a insegurança
não me deixava
partir.
Enganei o medo.
Hesito.
Por onde será o
caminho do Amor?
Passo a passo
avanço.
Não há
oportunidades
a perder.

Enganei o medo

...
Já fazia tempo que
a insegurança
não me deixava
partir.
Enganei o medo.
Hesito.
Por onde será o
caminho do Amor?
Passo a passo
avanço.
Não há
oportunidades
a perder.

domingo, 12 de abril de 2009

A volta das andorinhas

...
Já tinha alinhavado a postagem para depois da Páscoa seguir o caminho da libertação dos sentimentos quando, a história da Benvinda contada no blog Alfazema me lembrou uma outra estória escrita por uma menina de nove anos e que nos fala do amor das andorinhas pelos seus filhotes:
.
"A volta das andorinhas
Quando chegava, poisava no beirado a olhar para a sua casinha. Parecia desconsolada, olhava para mim, olhava para o ninho, olhava para mim, batia as asas, mexia a cabeça para um lado e para o outro, dava uma volta pelo ar, tornava a voltar. Entendíamo-nos muito bem, a minha andorinha e eu.
Antes de me ir embora daquela casa e daquela torre, eu vi duas vezes a minha andorinha construir o ninho que tinha ficado estragado com o frio, o vento e a chuva. Trabalhava muito e muito depressa. Nunca percebi como é que fazia todas aquelas piruetas no ar e não caía. Trazia palhinhas e lama no bico e juntava tudo bem apertadinho até a casota ficar toda fechadinha. Só deixava um buraquinho para entrar e sair. Depois metia-se no ninho e punha ovinhos. Eram tantos como os dedos da minha mão. Sentava-se em cima dos ovos e ficava ali a guardá-los e a aquecê-los.
Eu ia todos os dias espreitar se os ovinhos já tinham estalado porque o meu tio me contava como é que os passarinhos nasciam. Que engraçado que era ver os pequeninos a picar os ovos para sair. Quando conseguiam libertar-se, ainda traziam bocadinhos da casca agarrada à pele. Nasciam sem penas. Só com uma pequena penugem. Recordo-me de que foi nessa altura que eu fiz a ligação àquele conto de fadas: «A Bela e o Monstro». Eu achava os passaritos bonitos de feios e via o amor com que a mãe e o pai andorinhas ensinavam os filhotes a voar, com muito cuidado, para eles não caírem. Punham-lhe a comida no bico para aprenderem a comer.
Olhando para aquela família eu pensava que gostava de ser andorinha para ter todos aqueles miminhos. Acho que a minha mãe nunca me deu mimos. Pelo menos não me lembro. Safanões, sim. Muitos e quase todos os dias. Era só abrir a boca ou mexer em qualquer coisa em que ela achava que eu não devia tocar. E era quase tudo. Via-se mesmo que não gostava de mim e tinha até raiva do pouco espaço que eu ocupava.
Se eu tivesse nascido andorinha, podia voltar todos os anos à minha torre, e o resto do tempo voar para muito longe e conhecer muitas terras."
Esta história vem escrita no livro "As Bruxas da Serra da Fóia" (imagem da capa aqui ao lado)

A volta das andorinhas

...
Já tinha alinhavado a postagem para depois da Páscoa seguir o caminho da libertação dos sentimentos quando, a história da Benvinda contada no blog Alfazema me lembrou uma outra estória escrita por uma menina de nove anos e que nos fala do amor das andorinhas pelos seus filhotes:
.
"A volta das andorinhas
Quando chegava, poisava no beirado a olhar para a sua casinha. Parecia desconsolada, olhava para mim, olhava para o ninho, olhava para mim, batia as asas, mexia a cabeça para um lado e para o outro, dava uma volta pelo ar, tornava a voltar. Entendíamo-nos muito bem, a minha andorinha e eu.
Antes de me ir embora daquela casa e daquela torre, eu vi duas vezes a minha andorinha construir o ninho que tinha ficado estragado com o frio, o vento e a chuva. Trabalhava muito e muito depressa. Nunca percebi como é que fazia todas aquelas piruetas no ar e não caía. Trazia palhinhas e lama no bico e juntava tudo bem apertadinho até a casota ficar toda fechadinha. Só deixava um buraquinho para entrar e sair. Depois metia-se no ninho e punha ovinhos. Eram tantos como os dedos da minha mão. Sentava-se em cima dos ovos e ficava ali a guardá-los e a aquecê-los.
Eu ia todos os dias espreitar se os ovinhos já tinham estalado porque o meu tio me contava como é que os passarinhos nasciam. Que engraçado que era ver os pequeninos a picar os ovos para sair. Quando conseguiam libertar-se, ainda traziam bocadinhos da casca agarrada à pele. Nasciam sem penas. Só com uma pequena penugem. Recordo-me de que foi nessa altura que eu fiz a ligação àquele conto de fadas: «A Bela e o Monstro». Eu achava os passaritos bonitos de feios e via o amor com que a mãe e o pai andorinhas ensinavam os filhotes a voar, com muito cuidado, para eles não caírem. Punham-lhe a comida no bico para aprenderem a comer.
Olhando para aquela família eu pensava que gostava de ser andorinha para ter todos aqueles miminhos. Acho que a minha mãe nunca me deu mimos. Pelo menos não me lembro. Safanões, sim. Muitos e quase todos os dias. Era só abrir a boca ou mexer em qualquer coisa em que ela achava que eu não devia tocar. E era quase tudo. Via-se mesmo que não gostava de mim e tinha até raiva do pouco espaço que eu ocupava.
Se eu tivesse nascido andorinha, podia voltar todos os anos à minha torre, e o resto do tempo voar para muito longe e conhecer muitas terras."
Esta história vem escrita no livro "As Bruxas da Serra da Fóia" (imagem da capa aqui ao lado)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Santa Páscoa

...

















Santa Páscoa

...

















segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fez-se ao caminho

...

Arranjou um
cajado,
sorriu à
prudência
agora nua,
arrancou a
decisão
das garras do
medo,
afoito,
fez-se ao
caminho.

Fez-se ao caminho

...

Arranjou um
cajado,
sorriu à
prudência
agora nua,
arrancou a
decisão
das garras do
medo,
afoito,
fez-se ao
caminho.

Deixou cair o manto da tristeza

...


Respondeu ao chamamento
aspirou aromas de rosmaninho
colados ao corpo
como uma unção.
Deixou cair
o manto da tristeza
alma despida
hesitou uns passitos
confiante
começou a andar.

Deixou cair o manto da tristeza

...


Respondeu ao chamamento
aspirou aromas de rosmaninho
colados ao corpo
como uma unção.
Deixou cair
o manto da tristeza
alma despida
hesitou uns passitos
confiante
começou a andar.

sábado, 4 de abril de 2009

O Jarro da amizade

...

Não tinha pensado fazer esta postagem, mas a sensibilidade da Lisa do Ser Cristal ao perceber o quanto eu gostava de jarros, convidou-me a fazê-lo. Aqui deixo um jarro do meu jardim que fui fotografar agora mesmo para vós.
O jarro, também chamado de "Lírio da Paz", brota por todo o lado onde haja água, erguendo-se em toda a sua pureza.
Dar a nossa amizade, os nossos dons e a nossa esperança, é fazer da vida um milagre.
Uma Santa Páscoa para todos os amigos que tenho encontrado aqui.

O Jarro da amizade

...

Não tinha pensado fazer esta postagem, mas a sensibilidade da Lisa do Ser Cristal ao perceber o quanto eu gostava de jarros, convidou-me a fazê-lo. Aqui deixo um jarro do meu jardim que fui fotografar agora mesmo para vós.
O jarro, também chamado de "Lírio da Paz", brota por todo o lado onde haja água, erguendo-se em toda a sua pureza.
Dar a nossa amizade, os nossos dons e a nossa esperança, é fazer da vida um milagre.
Uma Santa Páscoa para todos os amigos que tenho encontrado aqui.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Libertando Sentimentos

...


Inseguro, vacilante,
passou a ponte.
Sonhou soltar-se
das algemas
que o agarram
e deixar-se ir,
libertando sentimentos,
ao sabor das águas.




Libertando Sentimentos

...


Inseguro, vacilante,
passou a ponte.
Sonhou soltar-se
das algemas
que o agarram
e deixar-se ir,
libertando sentimentos,
ao sabor das águas.