sábado, 31 de janeiro de 2009

O que consegui em Janeiro

.....

Olho pela janela mesmo aqui à minha frente a chuva que teimosamente continua a cair neste rigoroso Inverno. Faço mentalmente uma revisão ao trabalho que decidi apresentar neste blog. Sinto que cumpri o que me tinha proposto para este mês (clicar)
Tenho pena que não haja mais participação do lado de lá. Seria um aferidor das vontades e necessidades de quem nos lê e escuta para além de que, o testemunho e a troca de experiências fazem girar o mundo e são fermento de crescimento para as gerações presentes e vindouras.
Continuarei serenamente a passar para este blog, dia dia, mês a mês, o que a aprendizagem de muitos sofrimentos e muitas alegrias gravou em mim. Se houver uma pessoa que seja que possa aproveitar com eles, terá valido a pena todo o meu empenho.

O que consegui em Janeiro

.....

Olho pela janela mesmo aqui à minha frente a chuva que teimosamente continua a cair neste rigoroso Inverno. Faço mentalmente uma revisão ao trabalho que decidi apresentar neste blog. Sinto que cumpri o que me tinha proposto para este mês (clicar)
Tenho pena que não haja mais participação do lado de lá. Seria um aferidor das vontades e necessidades de quem nos lê e escuta para além de que, o testemunho e a troca de experiências fazem girar o mundo e são fermento de crescimento para as gerações presentes e vindouras.
Continuarei serenamente a passar para este blog, dia dia, mês a mês, o que a aprendizagem de muitos sofrimentos e muitas alegrias gravou em mim. Se houver uma pessoa que seja que possa aproveitar com eles, terá valido a pena todo o meu empenho.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O que é a meditação

.....
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..

Não é raro ouvir-se dizer: "Como eu gostava de saber meditar..."
Como tudo na vida, a arte de meditar aprende-se meditando. A própria meditação predispõe fisica e mentalmente para o seu desejo e necessidade.
Queria muito levar a todos que por aqui passam esse mapa do tesouro, mas não consigo deixar mais do que simples pistas. Cada um tem que fazer o seu caminho e descobrir por si.
Deixo-vos a indicação de um livro que para mim foi precioso, bem como uma pequena transcrição do que é a meditação.
Meditação com o Dr. Brian Weiss
Da Editora Pergaminho, este livro, bem como o CD que o acompanha, encontra-se à venda em qualquer boa livraria.

O que é a meditação

.....
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..

Não é raro ouvir-se dizer: "Como eu gostava de saber meditar..."
Como tudo na vida, a arte de meditar aprende-se meditando. A própria meditação predispõe fisica e mentalmente para o seu desejo e necessidade.
Queria muito levar a todos que por aqui passam esse mapa do tesouro, mas não consigo deixar mais do que simples pistas. Cada um tem que fazer o seu caminho e descobrir por si.
Deixo-vos a indicação de um livro que para mim foi precioso, bem como uma pequena transcrição do que é a meditação.
Meditação com o Dr. Brian Weiss
Da Editora Pergaminho, este livro, bem como o CD que o acompanha, encontra-se à venda em qualquer boa livraria.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Deixe-se ir...

..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..

Silenciar e serenar a mente nem sempre é fácil. Por vezes, é mesmo necessário algum treino. Falo por mim. De início, a mais pequena coisa me distraía e ideias em catadupa enchiam o meu espírito. Recomeçar tornava-se difícil. Decidi então procurar uma hora em que não fizesse diferença isolar-me um pouco e dei a conhecer essa intenção à família. Colocava uns pequenos auscultadores nos ouvidos, punha a tocar uma música que fosse ao mesmo tempo calma e que me dissesse qualquer coisa e deixava que ela penetrasse em mim. Há um momento em que todos os sons e imagens se esfumam. Só nós e o silêncio.
É claro que não resulta igual para todos, mas gosto de partilhar esta experiência convosco. Quem sabe resultará para alguns. Aqui fica um pequeno video. Desligue o som principal do blog antes de ligar este e deixe-se ir ao encontro da criança que há em si.

Deixe-se ir...

..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..

Silenciar e serenar a mente nem sempre é fácil. Por vezes, é mesmo necessário algum treino. Falo por mim. De início, a mais pequena coisa me distraía e ideias em catadupa enchiam o meu espírito. Recomeçar tornava-se difícil. Decidi então procurar uma hora em que não fizesse diferença isolar-me um pouco e dei a conhecer essa intenção à família. Colocava uns pequenos auscultadores nos ouvidos, punha a tocar uma música que fosse ao mesmo tempo calma e que me dissesse qualquer coisa e deixava que ela penetrasse em mim. Há um momento em que todos os sons e imagens se esfumam. Só nós e o silêncio.
É claro que não resulta igual para todos, mas gosto de partilhar esta experiência convosco. Quem sabe resultará para alguns. Aqui fica um pequeno video. Desligue o som principal do blog antes de ligar este e deixe-se ir ao encontro da criança que há em si.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O ruído de um outro silêncio

..
..

..
..
..
..
..
..
..
..
..
..

..
..


Encontramos sempre uma desculpa para não fazer uma pausa na agitação da nossa vida. O silêncio assusta-nos. Mete-nos medo. Preferimos trocá-lo pelo barulho da confusão. Sentimo-nos mais protegidos.
Se o objectivo deste blog é o encontro cm o nosso eu mais profundo, temos que começar a treinar alguns momentos de silêncio. Aquietar a nossa mente é abrir a porta para a meditação.

O Silêncio

Peço apenas o teu silêncio,

como uma criança pede uma flor
ou um velho pedinte um bocado de pão.
Um silêncio
onde a tua alma se embrulha, friorenta,
trémula, à aproximação das invernias.
Um silêncio com ressonâncias de antigas primaveras,
de outonos descoloridos
e da chuva a cair no negrume da noite.

- Vá, motorista de táxi,
transporta-me
através das ruas da cidade inextricável,
vertiginosamente,
buzinando, buzinando,
abafando o ruído de um outro silêncio!

Saúl Dias, in "Essência"


O ruído de um outro silêncio

..
..

..
..
..
..
..
..
..
..
..
..

..
..


Encontramos sempre uma desculpa para não fazer uma pausa na agitação da nossa vida. O silêncio assusta-nos. Mete-nos medo. Preferimos trocá-lo pelo barulho da confusão. Sentimo-nos mais protegidos.
Se o objectivo deste blog é o encontro cm o nosso eu mais profundo, temos que começar a treinar alguns momentos de silêncio. Aquietar a nossa mente é abrir a porta para a meditação.

O Silêncio

Peço apenas o teu silêncio,

como uma criança pede uma flor
ou um velho pedinte um bocado de pão.
Um silêncio
onde a tua alma se embrulha, friorenta,
trémula, à aproximação das invernias.
Um silêncio com ressonâncias de antigas primaveras,
de outonos descoloridos
e da chuva a cair no negrume da noite.

- Vá, motorista de táxi,
transporta-me
através das ruas da cidade inextricável,
vertiginosamente,
buzinando, buzinando,
abafando o ruído de um outro silêncio!

Saúl Dias, in "Essência"


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Paciência
















Nem sempre me sinto em sintonia com o significado agarrado a determinadas palavras. É o caso de paciência. É vulgar dizer-se: "Tens que ter paciência..." Isto parece implicar a atitude passiva de ser capaz de esperar que qualquer coisa aconteça e/ou situação acabe. Vejamos então o inverso: quando estamos impacientes o que é que sentimos? Não será uma necessidade de sair de onde estamos, de não ter que enfrentar determinada situação, de desejar que só aconteça amanhã ou noutro dia ou lugar qualquer, ou nunca?
A "Paciência" de que vos quero falar pede-nos que vivamos o momento com toda a nossa energia, que usemos dele todo o potencial possível, que nos sintamos bem e queiramos estar onde estamos. O tesouro que procuramos está escondido exactamente aí, nesse lugar, nessa situação, e nós vamos encontrá-lo.

A Paciência
















Nem sempre me sinto em sintonia com o significado agarrado a determinadas palavras. É o caso de paciência. É vulgar dizer-se: "Tens que ter paciência..." Isto parece implicar a atitude passiva de ser capaz de esperar que qualquer coisa aconteça e/ou situação acabe. Vejamos então o inverso: quando estamos impacientes o que é que sentimos? Não será uma necessidade de sair de onde estamos, de não ter que enfrentar determinada situação, de desejar que só aconteça amanhã ou noutro dia ou lugar qualquer, ou nunca?
A "Paciência" de que vos quero falar pede-nos que vivamos o momento com toda a nossa energia, que usemos dele todo o potencial possível, que nos sintamos bem e queiramos estar onde estamos. O tesouro que procuramos está escondido exactamente aí, nesse lugar, nessa situação, e nós vamos encontrá-lo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Conhece-te a ti próprio





















Muitos tratados têm sido organizados sobre este assunto que continua a ser tão actual e desconhecido como o era pelos anos 400 ac quando Sócrates o reflectia nos meios culturais atenienses.
O desafio que gostava de deixar hoje aqui é que aproveitemos algumas ocasiões ou fases mais críticas das nossas vidas para ponderar com algum detalhe, quais os factores que eventualmente nos levaram a esses estados.
A paciência, o silêncio e a meditação são, talvez, os melhores caminhos para o auto conhecimento. Não porque nos apresentem soluções para a complexidade das nossas vidas, mas porque nos põem em contacto com o que de sagrado há em nós.

Conhece-te a ti próprio





















Muitos tratados têm sido organizados sobre este assunto que continua a ser tão actual e desconhecido como o era pelos anos 400 ac quando Sócrates o reflectia nos meios culturais atenienses.
O desafio que gostava de deixar hoje aqui é que aproveitemos algumas ocasiões ou fases mais críticas das nossas vidas para ponderar com algum detalhe, quais os factores que eventualmente nos levaram a esses estados.
A paciência, o silêncio e a meditação são, talvez, os melhores caminhos para o auto conhecimento. Não porque nos apresentem soluções para a complexidade das nossas vidas, mas porque nos põem em contacto com o que de sagrado há em nós.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Que tenho para dar? E para receber?


xxxxx
xxxxxxx
xxxxxxxx
xxxxxxxxx
xxxxxxxxxx
xxxxx
xxxx
xxxxx
xxxx
xxxx
xxxx
xxxxx
xxxxx
xxxxx


"Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar e ninguém é tão rico que não tenha nada para receber"
xxxxxxxxxxxx
Estas palavras do Papa João Paulo II oferecem um bom tema para meditação.
xxxxxxxxxxxxxxxxx
O que será mais devastador: Estender aos outros uma mão vazia, sem nada para dar, ou uma mão cheia e não ter ninguém para receber? Treinemos a arte de dar e receber de forma a que nunca demos nada sem que nos perguntemos o que temos para receber daqueles a quem estamos a dar e, que nunca recebamos nada sem nos interrogarmos sobre o que temos para dar àqueles de quem estamos a receber.
xxxxxxxxxxx
Numa tradução livre, transcrevo as palavras de Henri J.M. Nouwen, do seu livro "Bread for the Journey":
xxxxxxxxxxxxxx
A Importância de receber
Quantas vezes receber é tão mais difícil do que dar! Dar é muito importante: dar compreensão, dar esperança, dar coragem, dar conselho, dar apoio, dar dinheiro e acima de tudo, darmo-nos a nós próprios.
Mas receber é igualmente muito importante porque, ao receber mostramos aos outros que eles têm dons para nos ofertar. Quanto dizemos obrigado, deste-me esperança; obrigado, deste-me uma razão para viver; obrigado, deste-me uma oportunidade para realizar os meus sonhos, damos a conhecer a quem dá as suas únicas e preciosas dádivas. Às vezes, é só nos olhos de quem recebe que, aquele que dá, descobre os seus dons.

Que tenho para dar? E para receber?


xxxxx
xxxxxxx
xxxxxxxx
xxxxxxxxx
xxxxxxxxxx
xxxxx
xxxx
xxxxx
xxxx
xxxx
xxxx
xxxxx
xxxxx
xxxxx


"Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar e ninguém é tão rico que não tenha nada para receber"
xxxxxxxxxxxx
Estas palavras do Papa João Paulo II oferecem um bom tema para meditação.
xxxxxxxxxxxxxxxxx
O que será mais devastador: Estender aos outros uma mão vazia, sem nada para dar, ou uma mão cheia e não ter ninguém para receber? Treinemos a arte de dar e receber de forma a que nunca demos nada sem que nos perguntemos o que temos para receber daqueles a quem estamos a dar e, que nunca recebamos nada sem nos interrogarmos sobre o que temos para dar àqueles de quem estamos a receber.
xxxxxxxxxxx
Numa tradução livre, transcrevo as palavras de Henri J.M. Nouwen, do seu livro "Bread for the Journey":
xxxxxxxxxxxxxx
A Importância de receber
Quantas vezes receber é tão mais difícil do que dar! Dar é muito importante: dar compreensão, dar esperança, dar coragem, dar conselho, dar apoio, dar dinheiro e acima de tudo, darmo-nos a nós próprios.
Mas receber é igualmente muito importante porque, ao receber mostramos aos outros que eles têm dons para nos ofertar. Quanto dizemos obrigado, deste-me esperança; obrigado, deste-me uma razão para viver; obrigado, deste-me uma oportunidade para realizar os meus sonhos, damos a conhecer a quem dá as suas únicas e preciosas dádivas. Às vezes, é só nos olhos de quem recebe que, aquele que dá, descobre os seus dons.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O eco das perguntas


- De onde vim?

- O que faço onde estou?

- Para onde vou?

- Quem penso que sou?

Haverá algum tratado, qualquer fórmula que dê resposta a estas perguntas? Será possível encontrá-la observando no firmamento as miríade de astros e estrelas que o povoam? Ou então perguntar ao mar de onde vem e para onde vai? Todavia, o absoluto que há em nós conhece a eternidade do momento. Sabe que o agora é o eco do passado e a utopia do devir. Não terá cada um de nós desejos de infinito? Não nos teremos já dado conta que o poder aprisionado em nós é livre de voar para onde quer? Se em nossa mente for necessário dividir esse absoluto, deixemos que cada pedaço abrace o outro como se fossem um só

"Não sei quem sou, que alma tenho.

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."



Fernando Pessoa

O eco das perguntas


- De onde vim?

- O que faço onde estou?

- Para onde vou?

- Quem penso que sou?

Haverá algum tratado, qualquer fórmula que dê resposta a estas perguntas? Será possível encontrá-la observando no firmamento as miríade de astros e estrelas que o povoam? Ou então perguntar ao mar de onde vem e para onde vai? Todavia, o absoluto que há em nós conhece a eternidade do momento. Sabe que o agora é o eco do passado e a utopia do devir. Não terá cada um de nós desejos de infinito? Não nos teremos já dado conta que o poder aprisionado em nós é livre de voar para onde quer? Se em nossa mente for necessário dividir esse absoluto, deixemos que cada pedaço abrace o outro como se fossem um só

"Não sei quem sou, que alma tenho.

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."



Fernando Pessoa

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Conversas ao espelho



















Não é fácil começar a gostar de nós tal como somos porque o que sobressai de imediato é aquilo a que chamamos "os nossos defeitos". Esse é o primeiro obstáculo a derrubar. Perceber o que nos impede de dar o salto. Que maravilha observar um bebé a olhar as mãozitas ou tentar agarrar os pés. A descobrir-se. Ele ama-se tal qual é. À medida que vai crescendo, críticas, medos, culpas, entre muitos outros, ficam gravados na sua mente de tanto os ouvir. Nós somos essa criança. Mas que importa o passado? O momento é agora. É agora que temos que conhecer o que no impede de continuar e acreditar nas capacidades guardadas no nosso eu profundo, para nos libertarmos. As mesmas que tínhamos ao nascer, quando éramos bebés.
Olhe-se ao espelho. Olhe-se bem nos olhos. Com determinação. Pergunte o que precisa fazer para conseguir aquilo que quer. Se não fizer a pergunta não ouvirá a resposta. Sente-se assustado? Tem vontade de gritar, de rir, de chorar, de fugir, de partir o espelho? Faça o que a vontade lhe segreda.
É importante ter com regularidade estas conversas ao espelho. De início vai ser difícil. Vai talvez achar que é um disparate, querer desistir, negar o que sente. À medida que se vai conhecendo será capaz de dizer cada vez com maior segurança: "Eu gosto de mim tal como sou."
Achei curioso transcrever um trecho do livro "As Bruxas da Serra da Fóia" onde uma menina de três anos, vendo-se ao espelho, se pergunta: "Quem sou eu?"

O espelho do corredor
Naquela família, parece que eram todos bonitos, menos eu. Pelo menos era o que me dizia a minha mãe:
− És feia e má. Eu não te queria e tu nasceste.
Eu não sabia o que era ser feia porque não conhecia a minha cara. Não sabia como é que se podia ver a nossa própria cara.
Havia no corredor um móvel que me intrigava porque a minha mãe olhava muito para ele. Numa ocasião em que fiquei sozinha em casa, resolvi investigar o que era aquela coisa que havia na parte de cima do bengaleiro, que brilhava tanto. Parecia um quadro com uma moldura, mas eu suspeitava
que fosse aquilo a que na história da «Branca de Neve» chamavam de espelho mágico. Estava alto e eu não chegava lá.
Puxei uma cadeira e subi. Vi uma menina do outro lado e perguntei-lhe como é que ela se chamava. Não me respondeu. Seria mesmo um espelho mágico e a menina não tinha gostado que eu a descobrisse? Pus o meu dedo no vidro e do outro lado apareceu um dedo. Coloquei-me de lado e apareceu uma menina na mesma posição. Desci da cadeira e voltei a subir para ver se a outra menina se tinha ido embora, mas ela estava lá. E eu perguntei:
− Quem és tu? Porque é que não falas comigo? Não queres ser minha amiga?
Na atrapalhação da subida para a cadeira tinha deixado a minha Mona em cima do móvel. Agarrei-a e mostrei-a à outra menina. Espantada, vi que a outra tinha uma Mona igual à minha e então descobri! Era mágico. Desci da cadeira e sentei-me num cantinho, agarrada à minha Mona, a pensar nas histórias, nas magias, e porque é que aquele espelho mágico estaria ali, se aquela casa não era um palácio e aquele canto era um corredor.
Lembrei-me então que a minha mãe costumava parar ali naquele sítio, arranjar os cabelos e pôr batom, quando ia sair. Então percebi que aquela outra menina era eu.
− Mas... quem sou eu? − interrogou de novo o meu pensamento − Quem sou eu? Donde é que vim? Porque é que nasci se a minha mãe não me queria?
Se aquela menina sou eu, então não sou assim tão feia como a minha mãe diz. Tenho os cabelos louros todos encaracolados. Os meus olhos são verdes e as pestanas grandes. A minha pele é branquinha e tenho rosetas vermelhas nas faces. Visto uma saia encarnada e uma camisola azul. A minha mãe pôs-me um laço encarnado na cabeça para segurar o cabelo que já está grande e cai para os olhos.
− Mona, tu achas que eu sou feia?
Nessa altura, eu tinha três anos e até agora ainda não consegui perceber quem sou e o que é que vim fazer ao mundo. Será que algum dia vou entender?
Sei que sou uma menina, tenho quase nove anos, estou aqui interna no colégio porque ninguém tem tempo para mim. Sei que a única pessoa que gostava de mim me fez muito mal. Sei que ando com as pernas, vejo com os olhos, ouço com os ouvidos. Há umas coisas que gosto mais de comer, do que outras. Há uns trabalhos que faço com agrado e outros que não gosto nada de fazer. Sinto frio e calor, tenho dores na barriga e na garganta, quando me constipo. Tudo isto é comum a todas as pessoas que conheço: às meninas do colégio e às bruxas, ao carteiro que vem cá todos os dias, ao homem que traz a lenha e até ao padre que diz a missa. Há algo, porém, que é diferente:
− O que eu sinto dentro de mim, quando ouço o rouxinol cantar ou a saudade que tenho da minha Mona, essas emoções são só minhas e fazem parte, julgo, desse outro eu que ainda não encontrei. (...)

Conversas ao espelho



















Não é fácil começar a gostar de nós tal como somos porque o que sobressai de imediato é aquilo a que chamamos "os nossos defeitos". Esse é o primeiro obstáculo a derrubar. Perceber o que nos impede de dar o salto. Que maravilha observar um bebé a olhar as mãozitas ou tentar agarrar os pés. A descobrir-se. Ele ama-se tal qual é. À medida que vai crescendo, críticas, medos, culpas, entre muitos outros, ficam gravados na sua mente de tanto os ouvir. Nós somos essa criança. Mas que importa o passado? O momento é agora. É agora que temos que conhecer o que no impede de continuar e acreditar nas capacidades guardadas no nosso eu profundo, para nos libertarmos. As mesmas que tínhamos ao nascer, quando éramos bebés.
Olhe-se ao espelho. Olhe-se bem nos olhos. Com determinação. Pergunte o que precisa fazer para conseguir aquilo que quer. Se não fizer a pergunta não ouvirá a resposta. Sente-se assustado? Tem vontade de gritar, de rir, de chorar, de fugir, de partir o espelho? Faça o que a vontade lhe segreda.
É importante ter com regularidade estas conversas ao espelho. De início vai ser difícil. Vai talvez achar que é um disparate, querer desistir, negar o que sente. À medida que se vai conhecendo será capaz de dizer cada vez com maior segurança: "Eu gosto de mim tal como sou."
Achei curioso transcrever um trecho do livro "As Bruxas da Serra da Fóia" onde uma menina de três anos, vendo-se ao espelho, se pergunta: "Quem sou eu?"

O espelho do corredor
Naquela família, parece que eram todos bonitos, menos eu. Pelo menos era o que me dizia a minha mãe:
− És feia e má. Eu não te queria e tu nasceste.
Eu não sabia o que era ser feia porque não conhecia a minha cara. Não sabia como é que se podia ver a nossa própria cara.
Havia no corredor um móvel que me intrigava porque a minha mãe olhava muito para ele. Numa ocasião em que fiquei sozinha em casa, resolvi investigar o que era aquela coisa que havia na parte de cima do bengaleiro, que brilhava tanto. Parecia um quadro com uma moldura, mas eu suspeitava
que fosse aquilo a que na história da «Branca de Neve» chamavam de espelho mágico. Estava alto e eu não chegava lá.
Puxei uma cadeira e subi. Vi uma menina do outro lado e perguntei-lhe como é que ela se chamava. Não me respondeu. Seria mesmo um espelho mágico e a menina não tinha gostado que eu a descobrisse? Pus o meu dedo no vidro e do outro lado apareceu um dedo. Coloquei-me de lado e apareceu uma menina na mesma posição. Desci da cadeira e voltei a subir para ver se a outra menina se tinha ido embora, mas ela estava lá. E eu perguntei:
− Quem és tu? Porque é que não falas comigo? Não queres ser minha amiga?
Na atrapalhação da subida para a cadeira tinha deixado a minha Mona em cima do móvel. Agarrei-a e mostrei-a à outra menina. Espantada, vi que a outra tinha uma Mona igual à minha e então descobri! Era mágico. Desci da cadeira e sentei-me num cantinho, agarrada à minha Mona, a pensar nas histórias, nas magias, e porque é que aquele espelho mágico estaria ali, se aquela casa não era um palácio e aquele canto era um corredor.
Lembrei-me então que a minha mãe costumava parar ali naquele sítio, arranjar os cabelos e pôr batom, quando ia sair. Então percebi que aquela outra menina era eu.
− Mas... quem sou eu? − interrogou de novo o meu pensamento − Quem sou eu? Donde é que vim? Porque é que nasci se a minha mãe não me queria?
Se aquela menina sou eu, então não sou assim tão feia como a minha mãe diz. Tenho os cabelos louros todos encaracolados. Os meus olhos são verdes e as pestanas grandes. A minha pele é branquinha e tenho rosetas vermelhas nas faces. Visto uma saia encarnada e uma camisola azul. A minha mãe pôs-me um laço encarnado na cabeça para segurar o cabelo que já está grande e cai para os olhos.
− Mona, tu achas que eu sou feia?
Nessa altura, eu tinha três anos e até agora ainda não consegui perceber quem sou e o que é que vim fazer ao mundo. Será que algum dia vou entender?
Sei que sou uma menina, tenho quase nove anos, estou aqui interna no colégio porque ninguém tem tempo para mim. Sei que a única pessoa que gostava de mim me fez muito mal. Sei que ando com as pernas, vejo com os olhos, ouço com os ouvidos. Há umas coisas que gosto mais de comer, do que outras. Há uns trabalhos que faço com agrado e outros que não gosto nada de fazer. Sinto frio e calor, tenho dores na barriga e na garganta, quando me constipo. Tudo isto é comum a todas as pessoas que conheço: às meninas do colégio e às bruxas, ao carteiro que vem cá todos os dias, ao homem que traz a lenha e até ao padre que diz a missa. Há algo, porém, que é diferente:
− O que eu sinto dentro de mim, quando ouço o rouxinol cantar ou a saudade que tenho da minha Mona, essas emoções são só minhas e fazem parte, julgo, desse outro eu que ainda não encontrei. (...)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Tudo tem um tempo


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
No decorrer deste ano de 2009 vamos empenhar-nos numa caminhada cujo destino será "o interior de nós mesmos". Avançaremos dia a dia, passo a passo, às vezes parando e até mesmo recuando, mas nunca desistindo. Durante o mês de Janeiro o desafio é: "Aceito-me como sou".
xxxxxx
Auto-Aceitação
Sou o que sou.
Aceito-me como sou e como não sou.
Aceito o que posso e o que não posso.
Aceito o que valho e o que não valho.
Aceito-me. Abraço-me. Concentro-me em mim.
Possuo-me. Domino-me.
Espalho em minha volta o meu espaço de liberdade.
Aceito, não aprovo.xxxxxxxxxxAceito, não me deprimo.
Aceito, não rejeito.xxxxxxxxxxAceito, não lamento.
Aceito, não me irrito.xxxxxxxxAceito, não choro.
Aceito, não me retiro.xxxxxxxxAceito não, recrimino.
Aceito, não me eximo.xxxxxxxxAceito, não rumino.
Sou um espelho claro e fundo onde me reflicto nu.
Aceitar
Não é ceder, é aguentar. Não é recuar, é avançar.
Não é ter pressa, é esperar. Não é abandonar, é perseverar.
Não é fugir, é enfrentar.
Se não aceito o que sou, não chego ao que quero ser.
xxxxxxxx
Evaristo Vasconcelos, SJ
Do Livro "Arte de Bem Viver" - Colecção Psico-Pedagogia

Tudo tem um tempo


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
No decorrer deste ano de 2009 vamos empenhar-nos numa caminhada cujo destino será "o interior de nós mesmos". Avançaremos dia a dia, passo a passo, às vezes parando e até mesmo recuando, mas nunca desistindo. Durante o mês de Janeiro o desafio é: "Aceito-me como sou".
xxxxxx
Auto-Aceitação
Sou o que sou.
Aceito-me como sou e como não sou.
Aceito o que posso e o que não posso.
Aceito o que valho e o que não valho.
Aceito-me. Abraço-me. Concentro-me em mim.
Possuo-me. Domino-me.
Espalho em minha volta o meu espaço de liberdade.
Aceito, não aprovo.xxxxxxxxxxAceito, não me deprimo.
Aceito, não rejeito.xxxxxxxxxxAceito, não lamento.
Aceito, não me irrito.xxxxxxxxAceito, não choro.
Aceito, não me retiro.xxxxxxxxAceito não, recrimino.
Aceito, não me eximo.xxxxxxxxAceito, não rumino.
Sou um espelho claro e fundo onde me reflicto nu.
Aceitar
Não é ceder, é aguentar. Não é recuar, é avançar.
Não é ter pressa, é esperar. Não é abandonar, é perseverar.
Não é fugir, é enfrentar.
Se não aceito o que sou, não chego ao que quero ser.
xxxxxxxx
Evaristo Vasconcelos, SJ
Do Livro "Arte de Bem Viver" - Colecção Psico-Pedagogia

domingo, 11 de janeiro de 2009

O Silêncio da escuta






















Nem sempre nos damos conta do quanto é magnificente saber escutar. As pessoas precisam de ter alguém que as escute. Simplesmente escute. Escutar não é o mesmo que ouvir. A escuta implica um envolvimento silencioso que trás ao outro um alívio inestimável e uma grande paz. É muitas vezes mais fácil partilhar os nossos sofrimentos e contentamentos com alguém que não conhecemos, que encontrámos "por acaso" e que se calhar nunca mais vamos ver.
Nos últimos dezasseis anos da minha vida passei longas horas a escutar os outros e no silêncio da escuta, encontrei-me muitas vezes comigo própria. Esta fantástica aventura mostrou-me um dom que eu desconhecia.
A ideia deste blog nasceu também da necessidade de criar espaços onde as pessoas possam falar das suas dores e alegrias, derrotas e esperanças. Quantas vezes ao despirmos a nossa alma encontramos esse eu de que andamos à procura...

O Silêncio da escuta






















Nem sempre nos damos conta do quanto é magnificente saber escutar. As pessoas precisam de ter alguém que as escute. Simplesmente escute. Escutar não é o mesmo que ouvir. A escuta implica um envolvimento silencioso que trás ao outro um alívio inestimável e uma grande paz. É muitas vezes mais fácil partilhar os nossos sofrimentos e contentamentos com alguém que não conhecemos, que encontrámos "por acaso" e que se calhar nunca mais vamos ver.
Nos últimos dezasseis anos da minha vida passei longas horas a escutar os outros e no silêncio da escuta, encontrei-me muitas vezes comigo própria. Esta fantástica aventura mostrou-me um dom que eu desconhecia.
A ideia deste blog nasceu também da necessidade de criar espaços onde as pessoas possam falar das suas dores e alegrias, derrotas e esperanças. Quantas vezes ao despirmos a nossa alma encontramos esse eu de que andamos à procura...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Os desafios do caminho

Não é o caminho que faz de nós quem somos, mas a maneira como enfrentamos os desafios desse caminho.
Imaginem que alguém, vindo de qualquer ponto do país ou do mundo, decide visitar as muralhas do Castelo dos Mouros em Sintra e subir ao torreão mais alto para gozar da esplendorosa vista que daí se desfruta. À medida que se vai aproximando da Serra, vê as muralhas de diversos ângulos e fantasia antecipadamente o panorama. Muralhas dentro, depara-se com uma íngreme escadaria onde o tempo se encarregou de torcer, deslocar e até mesmo fazer desaparecer alguns degraus. Que fazer? Para abranger toda a vista que pretende tem que chegar lá cima. É preciso escolher: ou sobe ou desiste. Já vi muito boa gente voltar para trás:
- É perigoso, dizem uns. Muito alto, sinto-me mal, não estou para me cansar, não tenho paciência, mete-me medo, cogitam outros.
Tal como na vida!
Quanto maior for o desafio, maior será a recompensa, mais plenos nos sentiremos por ter ousado enfrentar e vencer.Todos nós temos alguém, alguma coisa ou vicissitude que nos incomoda, desagrada ou entristece. Amigos, familiares, colegas de trabalho ou outras quaisquer situações do dia a dia que nos fazem mal, nos violentam com palavras e até fisicamente. São os obstáculos da nossa estrada. Há que enfrentá-los, serena e lentamente continuar a subir, cada vez mais alto, cada vez mais firme porque, o que faz de nós quem somos, é a forma como enfrentamos os desafios do nosso caminho.

Os desafios do caminho

Não é o caminho que faz de nós quem somos, mas a maneira como enfrentamos os desafios desse caminho.
Imaginem que alguém, vindo de qualquer ponto do país ou do mundo, decide visitar as muralhas do Castelo dos Mouros em Sintra e subir ao torreão mais alto para gozar da esplendorosa vista que daí se desfruta. À medida que se vai aproximando da Serra, vê as muralhas de diversos ângulos e fantasia antecipadamente o panorama. Muralhas dentro, depara-se com uma íngreme escadaria onde o tempo se encarregou de torcer, deslocar e até mesmo fazer desaparecer alguns degraus. Que fazer? Para abranger toda a vista que pretende tem que chegar lá cima. É preciso escolher: ou sobe ou desiste. Já vi muito boa gente voltar para trás:
- É perigoso, dizem uns. Muito alto, sinto-me mal, não estou para me cansar, não tenho paciência, mete-me medo, cogitam outros.
Tal como na vida!
Quanto maior for o desafio, maior será a recompensa, mais plenos nos sentiremos por ter ousado enfrentar e vencer.Todos nós temos alguém, alguma coisa ou vicissitude que nos incomoda, desagrada ou entristece. Amigos, familiares, colegas de trabalho ou outras quaisquer situações do dia a dia que nos fazem mal, nos violentam com palavras e até fisicamente. São os obstáculos da nossa estrada. Há que enfrentá-los, serena e lentamente continuar a subir, cada vez mais alto, cada vez mais firme porque, o que faz de nós quem somos, é a forma como enfrentamos os desafios do nosso caminho.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Gosto de mim tal qual sou

Não sei se convosco aconteceu andarem à procura de alguém que goste de vocês tal como são. Comigo foi assim. Passaram longos anos até que percebesse que esse alguém sou eu. Começou então uma busca exaustiva deste eu que me aceita como eu sou. Esse trabalho levou-me tão longe no tempo e no espaço que decidi partilhar convosco os meios que usei, atalhos encontrados, medos, lágrimas, risos, dúvidas e certezas.
O caminho e a procura não acabam nunca, mas estou certa que vós e eu poderemos embelezar um pouco mais o mundo à nossa volta e levar outros a conhecer esse eu perdido ou desconhecido e terem uma vida mais plena.

Tratado e estudado por grandes filósofos e mestres da psicologia, músicos, escritores e tantos outros, é um tema bastante subjectivo e abrangente e que nunca se esgota.

Eu parto sem trunfos na mão nem programas delineados. Conto com a vossa ajuda e participação para dar cor e movimento a este blog. Quem sabe onde ele nos levará...

Gosto de mim tal qual sou

Não sei se convosco aconteceu andarem à procura de alguém que goste de vocês tal como são. Comigo foi assim. Passaram longos anos até que percebesse que esse alguém sou eu. Começou então uma busca exaustiva deste eu que me aceita como eu sou. Esse trabalho levou-me tão longe no tempo e no espaço que decidi partilhar convosco os meios que usei, atalhos encontrados, medos, lágrimas, risos, dúvidas e certezas.
O caminho e a procura não acabam nunca, mas estou certa que vós e eu poderemos embelezar um pouco mais o mundo à nossa volta e levar outros a conhecer esse eu perdido ou desconhecido e terem uma vida mais plena.

Tratado e estudado por grandes filósofos e mestres da psicologia, músicos, escritores e tantos outros, é um tema bastante subjectivo e abrangente e que nunca se esgota.

Eu parto sem trunfos na mão nem programas delineados. Conto com a vossa ajuda e participação para dar cor e movimento a este blog. Quem sabe onde ele nos levará...